quarta-feira, 30 de abril de 2008

Todo poder às mulheres

Foi-se o tempo em que os homens eram os únicos que mandavam nas famílias no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma em cada quatro famílias brasileiras é chefiada por mulheres. Um crescimento de 50% em relação ao ano de 1981, quando apenas 16% das famílias eram matriarcais. De acordo com a pesquisa, das dez milhões de famílias comandadas por mulheres, 4,5milhões estão na região sudeste e 2,9 milhões são nordestinas.

O IBGE dividiu a renda dessas famílias em quatro grupos: as que ganham acima de dois salários(36,5%), as que ganham entre um e dois salários, as que recebem até um salário mínimo e as que sobrevivem com até meio salário mínimo. Este é o caso de Josefa Alves, 50 anos e mãe de oito filhos. Ela sustenta a casa com os R$ 80 que ganha por mês do Governo Federal no programa de combate à seca em Juá, distrito de Caruaru. “Meu marido foi para o Sudeste procurar trabalho há dois anos e nunca mais voltou. Se não for eu a arranjar o que dar de comer a meus filhos, ninguém faz isso por mim” conta, Josefa.

No Nordeste, 46% das mulheres chefes de família recebem até meio salário mínimo e 74,8% ganham até um salário e nos lugares mais pobres dessa região. A maioria das famílias é chefiada por mulheres que geralmente costuram, lavam roupas, ensinam ou sustentam suas famílias com salários do programa de Frentes Produtivas, criado pelo Governo Federal para combater os efeitos da seca.

Segundo Ana Lúcia Saboya, responsável pela pesquisa sobre Trabalho e Rendimento do IBGE, no Nordeste, boa parte das famílias depende do trabalho feminino para sobreviver, e geralmente esse rendimento é inferior a um salário mínimo. Ela acrescenta que no Sudeste, apesar do grande número de famílias vivendo com até um salário, um fator que conta para o crescimento de lares matriarcais é a mudança no comportamento geral da mulher na sociedade. “Na classe média do Sudeste, há o perfil a mulher independente, que se afirmou profissionalmente e sustenta a casa. No Nordeste, a carência é mesmo o maior motivo para as mulheres estarem à frente do sustento da família” afirma Ana Lúcia.


A advogada Orvinda Barrosa, 45 anos, é uma dessas mulheres que trabalham para sustentar a casa. Divorciada há 17 anos, ela responde pelo conforto do lar e pela formação do filho Daniel, de 19 anos, a quem acaba de dar um apartamento. Trabalhando na Agência Especial de Financiamento Industrial, uma subsidiária do BNDES. Na gerência, são quatro advogadas, uma secretária e uma estagiária. “As mulheres são mais dedicadas e organizadas que os homens.

Além disso, se cobram mais. Por isso têm obtido tanto sucesso”.
Essa é a prova de que as mulheres estão cada vez mais em busca de seu lugar e querendo vencer os preconceitos que possam surgir.

Amiga das crianças, problema para os pais

Rosângela Marques é mãe de primeira viagem. Sua filha, Raíza está com 2 anos e não dorme sem sua chupeta. A mãe tenta de todas as formas tirar este hábito, mas é só Raíza ver que a mãe quer tirar sua “amiga” que começa o choro.

- Durante o dia ela até fica sem a chupeta, o problema é na hora de dormir. Já tentei de todas as maneiras tirar dela, mas não me saí bem em nenhuma das tentativas.Rosângela não é a única mãe com esse tipo de problema. A maioria das mães enfrenta esta situação com seus filhos pequenos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Pediatria atesta que 30 segundos de chupeta na boca reduzem a um quinto o choro e à metade a agitação dos bebês. No entanto a pesquisa diz que o uso muito prolongado pode significar que a criança está enfrentando algum tipo de dificuldade de relacionamento.

Segundo o neuropsiquiatra Alfredo Neto, há crianças que, com o tempo largam naturalmente ou nem chegam a usá-la. Outras, porém, entram os anos de chupeta na boca. E ai de quem tentar tirá-la.- Muitas trocam a chupeta pelo dedo. O que os pais devem saber é que a sucção é uma importa nte função motora da boca e é natural a criança lançar mão da chupeta ou do dedo nos primeiros anos.Olinda pedreira, psicóloga do Centro de Estudos da Infância diz que, no início da vida, o foco da criança é a boca, por meio da qual o bebê sente prazer. É a fase da oralidade e a chupeta (ou dedo) funciona como um substituto do seio materno. Ela tem um efeito calmante e consolador.

A pesquisa diz ainda que para alguns especialistas, a utilização da chupeta não deve ultrapassar os 2 anos. Para outros é tolerável até os 4. Todos concordam, porém, que chupar o dedo ou a chupeta por muito tempo é sinal de algum problema familiar ou de ansiedade. O nascimento de um irmão, por exemplo, pode desencadear um certo nervosismo na criança, que pode voltar a usar a que já havia largado.

- A retirada da chupeta deve ocorrer aos poucos e com bom senso. Do contrário, poderão surgir distúrbios como alteração no sono, na alimentação e na sociabilidade. Mas não deve ultrapassar os 2 anos, já que, segundo alguns dentistas o uso prolongado pode causar problemas ortodônticos, na formação do palato e até na fala – afirma o pediatra Luis Nigri.Usar o imaginário infantil pode ajudar nestas horas complicadas. Vanessa Ornellas, administradora de uma creche, diz que, em muitas escolinhas, o Natal é aproveitado como uma data símbolo, momento em que a criança promete ao Papai Noel entregar a chupeta.

- Muitas conseguem cumprir a promessa, mas se não conseguirem, é bom não forçar. Quando a criança começa a largar a chupeta em qualquer lugar para brincar ou fazer outras atividades, é a melhor hora. O contato com outras crianças também é fundamental, pois quando ela percebe que os amiguinhos não usam mais, geralmente faz o mesmo. Este é o caso do pequeno Gabriel. Com apenas 3 anos ele, que não largava a chupeta para nada, deu o objeto para o Papai Noel e nunca mais quis saber dela.

- Passamos muito tempo tentando fazê-lo deixar a chupeta de lado até que tivemos a idéia do natal. Como ele “deu” de presente para o Papai Noel, não aceita chupeta nem de se derem de presente – conta Nádia Boyer, mãe de Gabriel.

Cariocas dão dicas para "sobreviver" na cidade

Alarmes, circuito interno de vigilância, seguranças particulares e carros blindados. A lista de modos para se proteger da violência e dos perigos da cidade grande parece não acabar, mas nem todos têm condições de pagar tanta coisa para não correr o risco de ser assaltado.Um dos poucos que pode é Reginaldo Teixeira. O empresário de 52 anos mandou blindar seu carro importado após ser vítima de um seqüestro relâmpago.

- Fiquei quase quatro horas nas mãos deles. Me mandaram dirigir por quase toda a cidade com uma arma apontada pra mim, saímos do Leblon e eles só me liberaram quase no Recreio dos Bandeirantes levando meu dinheiro e o meu relógio.Quem não possui esses mecanismos de segurança, se protege como pode. A publicitária Alzira Araújo de 44 anos, diz que sempre presta muita atenção em quem está por perto nas ruas onde anda e reza sempre antes de sair de casa além de andar com um terço na bolsa. Ficar atento em tudo o que se passa por perto é fundamental.

O estudante Victor Luiz Queiróz conta que é importante saber quem está perto de você.- Além de poder fugir de um assaltante, às vezes podemos até ajudar alguém a não ser assaltado. Também nunca ando sozinho em ruas muito vazias, muito menos à noite.Com tanta violência rondando a Cidade Maravilhosa, algumas pessoas tiveram que mudar seus trajetos para o trabalho e seus hábitos noturnos. É o caso de Andréa da Costa soares, 25 anos, nutricionista. Ela diz que não pega qualquer táxi na rua à noite.
- Ando sempre com cartões de cooperativas de táxi na bolsa e mesmo assim só logo para os que conheço – conta Andréa afirmando que só sai em grupo e que depois de um certo horário evita caminhos que passem pela linha amarela ou pela Avenida Brasil.Outro modo de se proteger da insegurança é o monitoramento que muitas mães e pais utilizam, com o celular.

Cada vez mais zelosos com seus filhos, muitas vezes o alto custo dos aparelhos nem sempre importa, o importante é saber que os filhos estão bem.

- Tenho três filhos e os dois mais velhos têm cada um o seu celular. O mais novo só tem 1 ano e 6 meses e está sempre comigo, por isso não tem – relata Sandra Miranda, lembrando que pagou cerca de R$ 400 em cada aparelho e que não se arrepende disso.Muitas pessoas como Sandra, Andréa, Reginaldo, Victor e Alzira estão aprendendo a sobreviver no Rio de Janeiro.

Comerciantes que fecham suas lojas e bares às 22h, porteiros que fazem cursos de segurança, o crescimento de portas giratórias em bancos e de cercas eletrificadas nos edifícios, são sinais de que o carioca está buscando saídas para tentar uma vida normal em meio ao caos que se instalou na cidade.

Segundo o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, de 1998 a 2003 o número de assaltos cresceu 113%, sendo mais freqüentes nos bairros de Acari, Irajá, Pavuna Vila Cosmos, Rocha Miranda, Cascadura, Honório Gurgel, Vicente de Carvalho e Marechal Hermes. Em segundo lugar estão os bairros da Zona Sul e a região de Campo Grande.Uma as vítimas da violência do Rio de Janeiro, que se tornou um símbolo da luta contra a impunidade, foi a estudante Gabriela Prado Maia Ribeiro.

A jovem de apenas 14 anos teve a vida interrompida por uma bala perdida durante um assalto à estação do metrô São Francisco Xavier, na Tijuca. Sua mãe nunca havia deixado Gabriela sair sozinha com medo da violência, mas no dia 25/03/2003, Cleide e Carlos perdiam sua filha e iniciavam uma luta que duraria muito tempo contra o crime no Rio.Em recente entrevista à revista Época, o secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, diz que os criminosos são cada vez mais cruéis e mais jovens. Segundo ele, esses jovens são de uma geração que cresceu e aprendeu a ser violenta.

A maior arma que a população possui para denunciar e ajudar a prender os criminosos que nos apavoram é o disque-denúncia que completou 11 anos com mais de 1 milhão de ligações que fizeram com que a polícia pudesse libertar seqüestrados, atuando inclusive em outros estados.O serviço do disque-denúncia funciona 24h por dia no telefone 22531177 e serve para denunciar todo o tipo de crime, desde assaltos com moto, “modalidade” que atinge em sua maioria mulheres até seqüestros e ações mais perigosas. Cláudio Menezes, 45 anos é uma das vítimas se sequestro que foi solto graças a uma ligação anônima no disque-denúncia.

-Foram os piores 20 dias da minha vida. Fiquei rancado em um quarto muito pequeno e no dia que estava quase entrando em pânico total, ouvi uma movimentação estranha e escutei uns gritos do lado de fora, quando vi era a polícia qu fez um trabalho brilhante para me libertar. Esses profissionais são muito mal valorizados e merecem muito mais do que o salário que ganham- conta o administrador de empresas que dá um aviso a todos.


- Tenham muito cuidado com quem conversam e nunca fale de sua vida pessoal, nem dê detalhes de sua vida a estranhos. Depois que você passa por uma situação como essas passa a desconfiar até de sua própria sombra, é horrível.

Rolos e namoros na Universidade

Uma universidade seja ela pública ou particular, é um mundo inteiramente novo. Gente de todas as idades, de lugares diferentes. Essa diversidade de pessoas, muitas vezes preocupa os jovens casais que ficam separados por cursos e por universidades e dá esperança para quem deseja encontrar alguém.O risco de sua namorada ser cantada por um menino e de seu namorado ficar com outra menina existe e foi o medo de que isso acontecesse, que separou o casal Júlia Castro, 20 anos, e Rafael Monteiro, de 22. Ela estuda Letras na UFRJ e ele faz Educação Física na Estácio de Sá.
-Não acho que a faculdade separe algum casal, mas sabendo como o Rafael era antes do namoro, preferi não arriscar, lembra a estudante.A constante presença de várias pessoas no campus estimula as conversas que podem ultrapassar as barreiras da amizade. Uma das horas mais propícias para a paquera é a do intervalo, quando todos se encontram em um mesmo lugar. Esse é o momento em que livros e cadernos dão lugar à arte das cantadas.Carolina Abreu, 21 anos, é estudante de Odontologia e diz que os alunos do curso de comunicação são os mais criativos.

-Um menino me parou no meio da vila, deu dois passos para trás e disse: Estou a dois passos do paraíso. Não tive outra reação a não ser rir. Uma amiga que estava comigo também caiu na gargalhada. No final fiquei com ele, mas nunca mais o vi na faculdade, conta Carolina.Essa mania de cantar as meninas da faculdade é muito grande principalmente entre os calouros.A psicóloga Helena Sodré diz que como tudo é novidade, a vontade de conhecer gente nova é muito grande.-Começar uma fase nova na vida é muito importante para os jovens e o convívio com os colegas novos faz os estudantes quererem ser aceitos em seus grupos, afirma.

A universidade é um lugar tão propício a encontros e desencontros, o mais novo casal da UVA, Juliana Machado e Fernando Portugal, também foi vítima dessa troca de olhares que rola nos corredores da faculdade. Ela tem 20 anos e está no 3º período de Jornalismo e ele, ex-aluno de Jornalismo está atualmente no 2º período de História.

-Nos encontramos pela primeira vez no Centro de Produção. Temos umas amigas em comum que nos apresentaram, começamos a sair juntos e já estamos com quatro meses de namoro, conta Juliana.No mesmo lugar em que Juliana encontrou seu namorado, a aluna de Jornalismo, Lucianna Menegassi, 21 anos, conheceu seu atual “quase namorado” o aluno do mesmo curso que ela, Jefferson Rodrigues de 23 anos.-Eu era estagiária do ‘Movimento em Moda’ quando ele entrou como estagiário do CP. Digo que ele é meu ‘quase namorado’ porque ainda é cedo para algo muito sério, mas estamos indo muito bem, conta Lucianna.Gente se conhecendo, gente se separando. Na faculdade acontece de tudo, inclusive casais que se reencontram no mesmo curso. Foi o que aconteceu com Guilherme Tôrres, 25 anos, e sua ‘antiga – atual’ namorada.

O estudante conta que quando ele e Nathália Costa, 25, tinham 15 anos, eles namoraram por cinco meses, mas se separaram por causa do ciúme que um tinha do outro. Nathália conta que passou anos sem ver Guilherme, teve outro namorado, mas por pouco tempo.-No primeiro dia de aula do curso de engenharia na UFF, o professor estava fazendo a chamada e quando ouvi o nome ‘Guilherme Mello Tôrres’ olhei para todos os meninos, procurando. No final da aula fui falar com ele e há dois anos estamos namorando sério e ele até já fala em casamento, conta.

Com todo esse clima de romance no ar, uma coisa é certa, a confiança que o casal deposita um no outro é essencial para que não haja brigas quando um dos dois vai para a universidade. Para quem quer encontrar um grande amor, a faculdade é um bom lugar e para começar, o vestibular é uma boa pedida.

A tradição da natureza para o bem do ser humano

O ser humano sempre buscou se tranqüilizar aproveitando o que é dado pela mãe natureza. Tratamentos naturais, fitoterapia, medicina alternativa, entre outros, são usados por muitas pessoas para tentar diminuir o estresse do dia-a-dia. Atualmente, grande parte mulheres está fazendo uso de essências aromáticas para favorecer determinados estados de espíritos em seu ambiente de trabalho. Esses óleos, que eram utilizados apenas pela indústria cosmética na promoção da saúde e da beleza, estão se tornando cada vez mais comuns nos escritórios. Arte milenar de cuidar da beleza e da saúde do corpo e do espírito através de massagens, banhos e inalação para o relaxamento ou estimulação, a aromaterapia se tornou um aliado da medicina tradicional.
- Os óleos essenciais são uma arma poderosa para aliviar o estresse da vida diária, dando mais disposição para o trabalho e criando um ambiente favorável ao exercício profissional - afirma a especialista em aromaterapia, Sylvia Alencar, idealizadora do projeto Nova Era Corpo, uma das maiores lojas de aromaterapia no país e responsável pela difusão da aromaterapia no Brasil.Os extratos perfumados e concentrados têm um efeito benéfico sobre a mente e as emoções. Certos óleos estimulam a concentração mental. Outros relaxam e tranqüilizam, perfeitos para quem teve um dia exaustivo e precisa repor as energias. O corpo humano tem várias maneiras de absorver os óleos essenciais, quando inalados, eles têm um profundo efeito químico e quando utilizados em massagens, banhos, ou misturados a cosméticos, se transformam num tratamento natural de beleza e saúde.

Jeanne Rose é uma das maiores autoridades internacionais em usos terapêuticos de ervas e autora do “Livro da Aromaterapia – aplicações e inalações”, da editora Campus. Ela diz que os óleos essenciais têm a capacidade de alterar os estados de espírito por meio da inalação direta. E que ao atingirem as membranas mucosas do nariz, os perfumes são absorvidos pelo cérebro via circulação sangüínea e atuam na psique.

Uma das que usam a aromaterapia para o benefício da saúde é a fonoaudióloga Maria Helena Kropf. Ela conta que a utiliza os aromas naturais para o bem dela e de seus pacientes, a fim de auxiliar nos tratamentos e diz que se surpreendeu com a terapia.

- Desde que descobri a aromaterapia, há três anos, fiquei fascinada. Em minha profissão, lido com a voz e est ou sempre buscando novas formas de trabalhar. Muitos problemas fonoaudiólogos estão relacionados à dificuldade de respirar corretamente, a fatores emocionais e a problemas como rinite e asma. Eles têm um efeito ótimo nesses casos - conta Maria Helena.Os óleos essenciais têm uso fisiológico e psicológico e têm efeitos comprovados por testes clínicos e dermatológicos, tanto no plano físico quanto no mental e emocional. Eles ajudam a aliviar certos estados incômodos e são eficazes no equilíbrio do metabolismo, mas em caso de doenças, não substituem de forma alguma o tratamento médico.

Um cuidado fundamental é que os óleos sejam usados de forma adequada. Substâncias altamente concentradas, como os extratos, têm de ser respeitados. Assim como os medicamentos, todas as plantas e seus óleos essenciais podem representar risco, se utilizados inadequadamente. Para evitar isso, é preciso conhecer seu potencial e empregá-los com cautela. Para usar um óleo essencial, deve-se, primeiro, saber qual é o problema a ser atacado e observar as dosagens e então escolher o que mais lhe agrada.
Quem toma todos esses cuidados é a fisioterapeuta Maria Alice Medina, que sempre foi adepta das terapias naturais como a homeopatia e a fitoterapia. Ela conta que desde que descobriu a aromaterapia, passou a usar tanto em casa como no trabalho. Seu aroma favorito é o de alecrim, que nunca falta em sua bolsa.

- Sempre que sinto que preciso relaxar e revigorar as forças tomo banho ou faço uma massagem com essência de lavanda, capim limão, jasmim ou tangerina. É uma forma de nos tratarmos bem e assim como faz bem para mim, achei que faria bem para os meus clientes também - conta Maria Alice lembrando que antes de sair do consultório, deixa uma essência no ambiente durante a noite para receber os clientes.

A sabedoria que vence as barreiras tempo
Utilizar partes da n atureza para benefício próprio é uma prática usada pela humanidade desde os egípcios, dos gregos e dos romanos que já utilizavam óleos aromáticos para banhos e para purificar ambientes. Há registros de que os alambiques primitivos nos quais eram destiladas as substâncias voláteis foram usados desde pelo menos 400 anos a.C. Até mesmo Cleópatra usou óleos essenciais para seduzir marco Antônio.

O tempo pode ter passado, mas o uso dos óleos e das essências continua em alta em todo o mundo. Nos Estados Unidos a aromaterapia foi uma das que mais cresceram nos últimos dez anos e é conhecida como especialidade médica na França. No Brasil, ainda não há números exatos, mas ela vem conquistando a cada dia mais adeptos em todo o país, principalmente para quem quer diminuir o estresse do cotidiano.

É importante saber que não são utilizadas todas as partes da planta para se conseguir a essência. Os óleos usados na aromaterapia são extraídos de folhas, flores, galhos, cascas entre outras partes da planta das quais são retiradas as partes que contêm o princípio ativo e aroma da planta. Eles possuem propriedades parecidas com às dos hormônios, vitaminas, minerais e anti-sépticos naturais. A essência extraída é o componente químico contido em suas pequenas células, que é liberado durante o processo de destilação.

Mais uma vez a mãe natureza ajuda o ser humano, mas para quem quer usar a aromaterapia em casa, é importante saber que as plantas utilizadas para extração de óleos essenciais não devem sofrer adubação química e que o valor de um óleo essencial está sempre relacionado ao rendimento que ele oferece durante a extração do óleo.No caso do Alecrim, por exemplo, seu rendimento é de 1 a 2 gramas de óleo essencial por kilo da planta. No caso da rosa, são necessárias de 4 a 6 toneladas de pétalas para extrair um kilo de óleo essencial. Agora, é só seguir as dicas, pesquisar os preços das essências e das plantas e colocar a mão na massa.

O lixo de uns é o luxo de muitos

João Gomes da Silva, 56 anos, é pai de sete filhos, mecânico e está desempregado. Mora dentro um barraco de madeira em um cômodo na Favela do Lixão, em Caxias. Sua mulher, Isaura, não pode trabalhar porque toma conta das crianças. Ele faz biscates, mas não consegue mais do que R$50,00 por mês. O dinheiro que ganha não dá para dar de comer à família. Por isso ele tem de catar restos de alimentos no lixo do Aterro Sanitário do Município.

- Tem dias que não tem nada para comer, a não ser uma sopa de água e ossos de boi que a gente consegue no lixo dos açougues. A fome dói na carne, mas ver nossos filhos com fome dói na alma – conta.

João faz parte de uma realidade que não orgulha nem um pouco a população carioca. Segundo o resultado de um novo levantamento realizado pelo Comitê Rio pela Vida e contra a Fome o número de pessoas abaixo da linha da pobreza no Rio aumentou na última década e chega hoje a um milhão de famílias no Estado do Rio de Janeiro.

Os esforços das autoridades não tem sido suficientes para chegar a estas famílias mais necessitadas. O último levantamento realizado pelo comitê há dez anos, apurou que havia 630 mil famílias famintas no Rio. Para determinar quem está abaixo da linha da misér ia é usado o seguinte critério: estão vivendo na pobreza famílias com uma renda per capita de até R$ 65,00 por mês.
Maurício Andrade, presidente do Comitê Rio Pela Vida, diz que para tentar solucionar o problema, uma das iniciativas imediatas é a criação do mutirão ”Vamos dar as mãos”, uma parceria do Estado com a sociedade civil. Para levar este programa adiante, foi firmado um protocolo de intenções, a partir do qual foi criado um comitê encarregado de tomar as medidas principais. Entre elas, está a criação de um cadastro único de famílias cuja renda per capita não ultrapassar R$ 65,00 por mês.
- O Governo precisa ter a coragem de dar nome às pessoas famintas. Ao se ter um cadastro único, fica mais fácil articular as diversas políticas assistenciais. Daqui a 90 dias, estarão prontos os CPFs da Fome, em cima de dados fornecidos pelas próprias pessoas em quiosques que serão montados em diversos pontos da cidade – afirma o responsável pela organização.
A segunda medida é a criação de um Disque-Fome, por meio do qual hotéis, restaurantes e supermercados serão mobilizados para entrar em contato, pro meio de uma central telefônica, informando sobre as sobras que poderão ser aproveitadas naquele dia.
Entre as 50 empresas que já se apresentaram para formar o exército de ajuda está a Ceasa, que distribui, por meio do programa Desperdício Zero, cerca de 2.100 sacolas de produtos por semana. São legumes e verduras que são desperdiçadas, mas que servem a 15 comunidades. Haverá também uma lista de abrigos e instituições cadastrados para receberem as sobras doadas pelas empresas que forem ajudar.
Uma vez identificada a demanda, o mutirão vai passar também a procurar a oferta. Empresários ou qualquer outro cidadão que quiser ajudar vai saber o que fazer. Quem tiver disponibilidade de gastar de R$ 10,00 a R$ 12,00 por mês também pode assumir este compromisso e ‘adotar’ uma família.
Quem sobrevive das doações feitas pela Ceasa, é mais uma das milhares de mães que vêem seus filhos e netos passando fome. Com os R$ 65,00 que a filha mais velha ganha como faxineira, Marciana Vieira dos Santos, 59 anos, vive ainda com um neto na Favela da Maré.- Se não fossem as sobras que recebo da Ceasa toda semana, não conseguiria alimentar minha família. Antes de receber as sacolas, a gente tinha que catar restos de comida no chão, depois das feiras. Agora, o que sobra lá, que antes ia pro lixo, vem pra panela da gente matar nossa fome – conta a dona de casa emocionada.Em um ano, mais de 100 quilos de comida no lixo
Um país onde dizem que “se plantando, tudo dá”, o Brasil ainda tem muito para aprender a respeito de desperdício de comida. A perda anual de frutas, hortaliças, grãos e outros alimentos seria suficiente para fornecer cestas básicas no valor médio de R$ 120 a 7 milhões de famílias durante um ano.
Atualmente, apenas uma família de classe média brasileira desperdiça diariamente 500 gramas de alimentos, o que gera uma perda de 180 quilos anuais, cerca de 35% das hortaliças produzidas no Brasil apodrecem nas latas de lixo. O desperdício no Brasil consome cerca de 40% da produção agrícola nacional. Entre a produção no campo e a mesa do consumidor, as perdas de alimentos chegam a variar entre 20% e 60%. Cerca de 60% dos alimentos não processados industrialmente acabam sendo desperdiçados. Mais da metade do lixo produzido no país é composta por restos de alimentos.

Em média, cada casa brasileira joga no lixo cerca de 20% dos alimentos que compram semanalmente, ou seja, uma estimativa de R$ 2,7 bilhões anuais. Se em uma única refeição, 100 gramas de alimento ficarem no prato, em um ano, o desperdício pode chegar a 36,5 quilos.

A curiosidade que faz vender

Você pode até dizer que não, mas, certamente, algum dia ao passar por uma banca de jornal, seus olhos viraram-se para a capa de uma revista que tenha a foto de alguma celebridade. Essa incessante curiosidade do público aumenta a cada dia a venda de revistas no estilo de “Caras”, “Quem”, e “Contigo”, que possuem inúmeros leitores por todos os estados do Brasil.
“Leio toda semana pelo menos uma delas. É bom ter um pouco de diversão e var a vida dos famosos nessas fotos. Outro dia vi a Camila Pitanga com um vestido lindo”, diz a dona de casa Zuleica Reis de 53 anos.

Elas ocupam hoje parte do lugar das tradicionais e disputadas colunas sociais que exibiam fotos de atrizes, atores, cantores e socialites, das quais uma delas é presença garantida. Narcisa Tamborindeguy é uma das maiores socialite do Brasil e tem sua opinião sobre as celebridades.“Acho que as celebridades são pessoas maravilhosas, famosas e têm uma representação sobrenatural na vida dos outros que as apreciam. Todo mundo é um pouquinho fútil”, conta Narcisa. Ela diz também que nunca teve problemas com fotos publicadas em jornais e revistas e, que ao ver sua primeira foto publicada ficou muito feliz e comprou vários exemplares e colou nas paredes de casa para todos os seus amigos verem.

As revistas de celebridades são adoradas por uns e odiadas por outros que as consideram fúteis e vazias. Esta opinião é confirmada por João Carlos Vidal, 34 anos, professor de História que tem uma opinião extremamente radical a respeito de revistas deste segmento.

“Não gosto deste tipo de revistas, afinal, a realidade do país não permite viagens de navio ou férias em ilhas paradisíacas. Na verdade, acho que estes veículos não deveriam nem existir, são uma porcaria”, diz o professor. Quem compartilha em parte desse pensamento, é o jornaleiro Marco Antônio Pizzini de 44 anos. Para ele, este tipo de publicação é vazia e não acrescenta em nada.

“Não leio porque não fazem parte do meu interesse cultural. Vendo bastante estas revistas, na realidade, as que saem mais são as versões mais baratas das mais famosas. Sempre tem alguém que reclama do preço alto da revista, pega para ler e fica horas falando das pessoas que saem nas fotos”, conta.

Para rebater esse tipo de críticas, o editor da revista Caras, Cláudio Uchôa, diz que essa é uma revista voltada para o lado das celebridades, estão suas matérias e suas fotos serão voltadas para essa área.

“Se temos um público que lê a revista, vamos fazer um produto para eles. Nosso segmento é um, e não caberia à Caras, discutir Foucault ou comentar sobre o último livro do Luiz Fernando Veríssimo, aliás, o Veríssimo disse que adora a Caras e ele é uma pessoa que se vê normalmente nos cadernos de cultura. Mostramos o que as celebridades fazem quando não estão no seu ambiente de trabalho”, conta Uchôa.

Aversões à parte, o espetáculo de corpos esculturais das modelos e de festas luxuosas dão segundo a professora Clarissa Maia, 35 anos, um pouco de ilusão e sonhos para o povo. “Saem tantas notícias ruins nos jornais e nas revistas que a gente procura um pouco de diversão e alguma coisa que seja mais tranqüila”, diz.

Outra que é fã de revistas de celebridades é Mariana Scianca, 33 anos. A argentina que mora no Brasil há cinco anos, conta que em sua terra natal, são inúmeras as revistas que falam dos famosos. “Além dos artistas de Hollywood, elas trazem os atores e atrizes das novelas brasileiras. São muito boas, leio a Caras e a ¡Holla!, são ótimas para matar as saudades de casa. Adoro quando meu marido, Hugo traz um exemplar quando volta de lá”, diz.

Circulando no Brasil há 13 anos, a Caras é uma das maiores revistas desta área e é considerada a maior coluna social do país. Suas páginas são extremamente disputadas por aqueles que querem um minuto de fama. De acordo com o IVC (Instituto Verificador de Circulação), em janeiro de 2005 foram calculados 217.700 exemplares vendidos e no mesmo mês do ano passado foram 298.249.

“Nas nossas publicações saem fotos de pessoas que por algum motivo estão em foco, fazendo sucesso. Vendemos em grande quantidade e em vários países, pois fazemos uma revista com um perfil definido, bem feita e com um estilo inovador”, afirma o editor que trabalha há oito anos na revista. Ele lembra também de uma frase de Millôr Fernandes que disse certa vez que ‘a Caras é a revista que faz a melhor sociologia’ pois nela são permitidas várias leituras.

Fútil, boba, interessante ou maravilhosa, a lista de defeitos e qualidades que são atribuídos para esses veículos são notáveis. Mas não há como negar que, com elas, uma importante área de mercado foi aberta especialmente para os fotógrafos. Depois da Revista Manchete, que trazia as notícias da televisão e os bastidores do carnaval, Caras, Quem, Flash, Contigo, se tornaram órgãos de imprensa com uma corta relevância e influência sobre o público que as lê.

Em busca da aparência perfeita


“Espelho, espelho meu. Existe alguém mais bela do que eu?” A pergunta feita pela bruxa da história infantil parece não sair de moda. Pelo contrário. A cada dia surge uma nova maneira de se tornar mais bela e aparentar uma idade menor do que se tem. Elas querem a todo custo se tornar Afrodite, a deusa da beleza,já eles sonham com a harmonia do deus Apolo.
Para ficar sempre bonita, o custo é alto, principalmente para o bolso. Sessões de peeling de cristal saem em média por R$ 400, 00, drenagem linfática e estimulação russa que custam cerca de R$ 600, 00 ou um creme para a pele de uma grande marca, com 50ml, custando mais de R$2000.


Segundo a psicóloga Denise Horta, a vaidade maior é poder mostrar que tem dinheiro.- Gastar uma fortuna com produtos de beleza é mais importante para algumas pessoas do que os efeitos que o produto pode ter, afirma a psicóloga, dizendo que para quem é muito comum entre esse tipo de pessoa querer mostrar para os outros que pode comprar produtos caros.Os brasileiros são considerados os mais vaidosos e os que procuram as medidas ais radicais para atingir a tão sonhada aparência perfeita. Perdendo somente para os Estados Unidos, em matéria de cirurgia plástica, os brasileiros estão cada vez mais interessados nessa área da medicina. No ano de 2004, foram realizadas 365 mil plásticas. No ano passado, esse número foi para 455 mil e em 2007, a tendência é só aumentar.


Uma das que contribuíram para elevar o número de plásticas nesse ano é Clara Assis, 17 anos. Com autorização da mãe e do pai, a jovem colocou silicone para aumentar o tamanho dos seios, crescendo do manequim 40 para o 46,o que mostra que é cada vez mais precoce a vontade de parecer sempre mais do que perfeita.


- Ficava incomodada com o tamanho natural dos meus seios e resolvi colocar silicone. Foi uma decisão muito pensada e procurei todos os médicos que faziam cirurgias até encontrar um que achasse confiável, conta a estudante, lembrando que, além de se sentir melhor, vai causar inveja nas amigas.

Para aqueles que não têm coragem para enfrentar o bisturi, as lojas de cosméticos são outra mania dos brasileiros. Segundo a gerente de uma loja deste segmento, Carmem Mello, 37 anos, diz que os produtos mais vendidos são os anti-rugas e os que rejuvenescem a pele. Ela conta que não existe idade específica para investir na beleza.


- Temos clientes de faixas etárias muito diferentes. Uma vez recebi uma cliente de 22 anos que queria um creme rejuvenescedor. Achei um pouco de exagero da parte dela e ofereci um creme hidratante comum, ela não gostou muito, mas aceitou, conta Carmem lembrando de uma outra cliente, de cerca de 50 anos, que gastou quase R$ 3000,00 em cremes anti-estria e xampus.

Do comércio para a prestação de serviços, as academias de ginástica são redutor dos loucos pelo corpo perfeito. Gente que passa horas malhando para alcançar um desejo comum a muitas pessoas que não estão satisfeitas com o visual que têm e querem levantar a auto-estima. Fernando Brito tem 32 anos e trabalha há cinco como personal trainer. Ele diz que tanto os homens quanto as mulheres são vaidosos quando o assunto é o corpo e que às vezes sai até briga e alunos quase vão parar no hospital por causa de alguns excessos cometidos nas academias.

- Tinha uma aluna que era um pouco exagerada no visual e usava um aplique nos cabelos, era uma ótima pessoa. Uma vez ela discutiu com uma outra aluna justamente porque ela criticou o cabelo da menina. De repente, no meio da gritaria, uma puxou o cabelo da outra e o aplique saiu. Foi difícil segurar as duas estéricas, conta Fernando.O professor afirma que também em nome da beleza, alguns alunos também tomam decisões erradas e colocam a própria saúde em risco, como aconteceu com um de seus alunos. Ele passou a pegar um peso maior do que devia e ficava sempre num canto da sala que não dava uma visão muito boa da sala de musculação. De repente o peso caiu no chão, e com o barulho, viram que uma das veias do braço do aluno havia estourado, o que rendeu uma boa bronca do personal.

A vaidade em excesso e os riscos à saúde andam lado a lado. Recentemente, a estudante de hotelaria Andréa Santos, de 34 anos, teve 30% do corpo queimado após fazer uma sessão de bronzeamento artificial em uma clínica estética na Barra da Tijuca. Isso fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária pedisse mais fiscalização em todas as 716 clínicas de estética do Estado,das quais metade são ilegais.

Outra que não teve muita sorte foi a dona de casa Ení da Silva, 33 anos, que morreu no início da manhã de 21 de março em Porangatu, GO. Maria Ení teria aplicado uma mistura de cremes e formol nos cabelos ao fazer uma escova progressiva e recebido a recomendação de deixar os produtos agirem por três dias. A dona de casa reclamou de dores de cabeça, enjôo e coceira no couro cabeludo.

Quando se trata de investimento na beleza e em tratamentos estéticos, deve-se tomar muito cuidado com o lugar onde será feito o processo, o tipo de profissional, além de saber se há o risco de haver alguma reação alérgica aos produtos utilizados. Para não ter nenhuma surpresa desagradável, é recomendado por especialistas que a pessoa interessada em algum tratamento estético procure antes um médico para fazer exames, a fim de prevenir acidentes.